Reunião: Para que serve um cartaz?

Aqui está a minuta da nossa última reunião mensal, realizada a 7 de Setembro no Teatro São Luiz.

Tema: Para que serve um cartaz?

 A reunião decorreu no sentido de explanar as diferentes razões que levarão à sugestão do tema “Para que serve um cartaz?”, nomeadamente as razões de ordem prática e do dia-a-dia. Numa breve intervenção introdutória foi referido que o cartaz cumpre 3 objectivos primeiros: (1) Serve para informar; (2) serve para marcar a presença da instituição; e (3) serve para atrair o público. Sublinha-se assim o carácter profundamente funcional e de utilidade muito concreta que um cartaz cumpre, distanciando-o da leitura de ‘extensão artística’ que muitas vezes lhe é associada.

O carácter funcional do cartaz, e com o qual todos os presentes concordam, nem sempre é fácil de sublinhar perante os diferentes interlocutores no processo de construção do mesmo. Neste contexto levanta-se, então, a questão do processo propriamente dito, quem deverá estar envolvido e quem decide, e como deverá ser conduzido. O processo, é opinião unânime, nem sempre é fácil ou pacífico e a Comunicação é frequentemente confrontada com a necessidade/obrigatoriedade de o cartaz espelhar o que se prepara em palco (perdendo assim e muitas vezes a sua dimensão funcional em prol da dimensão artística).

Numa perspectiva de design gráfico, referiu-se que o desafio que em termos de comunicação é colocado é o fortalecimento da marca institucional: dando-lhe dimensão e afirmando-a.

Reflectiu-se também ainda sobre a natureza do cartaz enquanto objecto e de como tem perdido as características urbanas que dele fariam parte. Hoje em dia o cartaz serve para ‘escrever tudo’ o que corta o cariz de ‘manifesto urbano à distância’.

Em alguns casos a variedade de propostas permite explorar as possibilidades que o cartaz oferece e encontrar soluções consoante os problemas com que se é colocado. Contextualizando com exemplos falou-se da possibilidade de declinar imagens em suportes distintos, de como é possível partir das palavras multiplicando-as no que respeita à escala, a importância/referência dos títulos e subtítulos, contextualização temática. Reflectiu ainda sobre a utilização da fotografia enquanto garante de veracidade face à proposta e de projectos em que lhe á associado um objecto que nada tem a ver com o conteúdo mas que assegura visibilidade. Finalmente e a partir de experiências concretas, partilharam-se alguns ‘maus exemplos’ de cartaz sendo que o elemento comum que os une é por uma lado a não compreensão do seu carácter funcional e por outro intervenção no sentido de lhes garantir a veracidade no palco.

Discutiu-se também que, para além da opinião dos artistas e da tentativa muitas vezes de ver o cartaz como uma extensão do objecto artístico, deverá ainda ser considerado o papel da Direcção Artística. A gestão desta relação é por vezes difícil e argumentativa e consoante a decisão tomada poderá questionar o trabalho de comunicação total. Referiu-se aqui ainda uma dupla ‘luta’: por um lado a ‘luta’ do cartaz e como deverá este ser e por outro a ‘luta’ de conquistar alguma independência.

Neste mesmo contexto apontou-se o ‘gosto pessoal’ pode invalidar todo o processo de comunicação estruturado.

Sublinhou-se que em determinadas áreas, nomeadamente a dança, a imagem esperada é sempre literal e o espaço de manobra para escolher outras imagens é reduzido e que um dos perigos que se nos depara é a imagem ‘pavilhão atlântico’, isto é, uma imagem desenraizada do espaço e da instituição.

De seguida discutiu-se o que lê o público dos nossos cartazes concluindo-se que apesar de haver feedback de alguma forma (ex: o merchadising da CNB), este feedback não é angariado e analisado de modo estruturado.

 Existe ainda a situação em que se contrata fora da instituição os serviços de design para algumas áreas criando desequilíbrios. Ou situações em que as estruturas estão reféns de fotografia, exclusivamente, cedida pelos artistas ou preparada propositadamente.

Há no entanto situações em que se apostando num reforço da marca e que os estudos de público indicam que é conhecida e reconhecível: mesmo que como opção o estilo “clean”, que recorre ao uso da fotografia, possa não ser das mais interessantes, no entanto, vai ao encontro dos objectivos da instituição.

Por outro lado há ainda a opção de trabalhar internamente com várias pessoas e projecto a projecto.

A próxima reunião será a 12 de Outubro, no espaço Alakantara, e terá por temática as bases de dados e os sistemas de CRM.

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